quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

NATAL COM MESA FARTA - FAMÍLIAS DO SERTÃO SÃO BENEFICIADAS.

Natal com mesa farta é uma campanha que realizamos todos os anos para arrecadar alimentos para famílias carentes das comunidades onde atuamos na região do Semiarido nordestino.
 Algumas colocações são importantes para que entender como funciona o projeto.
Durantes os últimos 3 meses de cada ano, divulgamos a campanha nas empresas que podem se envolver colocando caixas em seus estabelecimentos para a arrecadação.
Natal com mesa farta Não é uma ação isolada  para famílias que recebem apenas esse apoio apenas no Natal. A instituição Pão é Vida beneficia as famílias que já são acompanhadas e beneficiadas durante o ano com outros projetos.
No ano de 2011 a campanha Natal com mesa farta, teve um ingrediente especial,  a participação de uma comunidade onde já atuamos beneficiando a famílias durante 3 anos, inclusive doando cestas na época do natal.
Diante da mudança na comunidade fruto do acesso ao mercado de trabalho após capacitações. As famílias da comunidade Santo Antônio em Santa Cruz do Capibaribe contribuíram para o Natal com mesa farta das famílias do Sertão.
Compartilhamos com eles as mudanças que Deus havia realizado em suas vidas nos últimos anos. Eles recolheram uma caixa de alimentos e quando fomos realizar atividades educativas na comunidade no domingo dia 18 de dezembro de 2011, as crianças continuavam trazendo um kl de alimento para contribuir com a campanha.
Isso é um exemplo claro de inclusão social, uma comunidade antes assistida, agora em situação menos precária se dispondo ajudar outros que estão na situação que um dia eles estiveram. A educadora Ericka Bezerra  e a voluntaria Marlene viram puderam presenciar Ronaldo Henzel com olhos marejados. Juntos eles estenderam as mãos para aqueles alimentos e oraram para que ele visse a matar a fome pelo Sertão.
Tínhamos uma preocupação maior esse ano porque a queda na arrecadação era notória, inclusive não somente em nossa instituição. No ultimo dia 11 de dezembro o jornal diário da Borborema da cidade de Campina Grande que inclusive nessa data contou a história do casal fundador da Pão é Vida, destacou em suas páginas a preocupação dos coordenadores do Natal sem fome (Famosa campanha iniciada pelo já falecido sociólogo Betinho) Segundo o jornal  no estado da Paraíba, a queda na arrecadação de alimentos era de 40% em relação ao ano anterior até aquele momento.

No dia 20 de dezembro seguiu para o Sertão uma corajosa equipe com parceiros e voluntários para entregar nas mãos de sertanejos carentes cestas de alimentos.
Agradecemos a comunidade Santo Antônio pela linda expressão de gratidão e pela equipe que foi aos Sítios das Baixas em Inajá e Manari. e Ronaldo, Marivaldo, Branca, Marta Xavier e Joana,  D'arc Agradecemos a Riva tecidos, Academia Universidade do Corpo, a D’ Moura, Rota do Mar e Esaú calçados.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

ONG PÃO É VIDA - NATAL COM MESA FARTA 2011

Temos trabalhando em comunidades onde essas desigualdades estão presentes. Em dezembro de 2010 juntamente com parceiros e voluntários,  levamos cerca de 250 cestas de natal para  famílias que vivem em situação de vulnerabilidade social no Sertão do Moxotó. 
Embora um projeto sustentável esteja sendo implementado em uma das comunidades para beneficiar cerca de 80 famílias de vários sítios de Inajá e Manari, as famílias vivem unicamente dos programas sociais do governo federal,  alguns moradores criam cabras, que invadem as os roçados gerando conflitos na região.
Esse ano, embora ja tenhamos contactado alguns parceiros ainda não temos um número expressivo de alimentos para que as famílias tenham um Natal com a Mesa Farta, por isso estamos mobilizados para receber sua contribuição.
Em Santa Cruz do Capibaribe, você pode levar sua cesta de alimentos até uma das igrejas Batistas Brasileira, aos sábados e domingos das 19:00 ás 21:00h ou entrar em contato conosco pelos  fones (81) 9752 0140 e 9278 9315 recolhemos o alimento da sua empresa ou na sua casa.
Deus almeja que todos tenham uma mesa farta nesse Natal, Ele conta conosco para fazer a nossa parte.  Joana D' arc  - ONG Pão é VIda.

Um panorama das desigualdades sociais presentes no Brasil, segundo a ONU.
 Por Leandro Colon / BRASÍLIA
O Brasil tem o terceiro pior índice de desigualdade no mundo e, apesar do aumento dos gastos sociais nos últimos dez anos, apresenta uma baixa mobilidade social e educacional entre gerações.
Os dados estão no primeiro relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) sobre América Latina e Caribe.
Segundo o estudo, a região é a mais desigual do mundo. "A desigualdade de rendimentos, educação, saúde e outros indicadores persiste de uma geração à outra, e se apresenta num contexto de baixa mobilidade socioeconômica", diz o estudo do órgão da ONU concluído neste mês.
Entre os 15 países com maior diferença de renda entre ricos e pobres, 10 estão na América Latina e Caribe. Na região, o Brasil empata com Equador e só perde para Bolívia e Haiti em relação à pior distribuição de renda. Quando outros continentes são incluídos, a Bolívia ganha a companhia de Madagáscar e Camarões no primeiro lugar, e o Haiti tem ao seu lado, na segunda posição, Tailândia e África do Sul. Para o PNUD, esses países apresentam índices "muito altos".
O relatório do órgão da ONU destaca que a maior dificuldade na América Latina é impedir que desigualdade social persista no decorrer de novas gerações.
Pobreza.
"A desigualdade reproduz desigualdade, tanto por razões econômicas como de economia política", afirma trecho do documento. E os números não são nada bons para o Brasil. Cerca de 58% da população brasileira mantém o mesmo status social de pobreza entre duas gerações, enquanto no Canadá e nos países nórdicos, por exemplo, esse índice é de 19%.
"Estudos realizados em países com altos níveis de renda mostram que a mobilidade educacional e o acesso a educação superior foram os elementos mais importantes para determinar a mobilidade socioeconômica entre gerações", diz a ONU.
Pai e filho. Segundo o estudo da ONU, é baixo também o crescimento do nível de escolaridade entre pai e filho. E esse resultado é influenciado pelo patamar educacional da geração anterior.
No Brasil, essa influência chega a ser de 55%, enquanto nos EUA esse porcentual é de 21%. O Brasil, nesse quesito, perde para países como Paraguai, Panamá, Uruguai e Jamaica. O estudo do PNUD destaca que acesso a bens e serviços públicos podem ajudar a aumentar essa mobilidade educacional.
A evolução do gasto público social é destacada pelo órgão da ONU.
Gasto social. Segundo o estudo, esse tipo de despesa gira em torno de 5% do Produto Interno Bruto (PIB) na região. Entre 2001 e 2007, o gasto por habitante aumentou 30%, de acordo com o relatório, sendo que a maior parte disso concentrou-se em segurança e assistência social.
"É possível afirmar que os países da América Latina e Caribe realizaram um importante esforço para melhorar a incidência do gasto social", diz a conclusão do estudo.
O PNUD ressalta o crescimento econômico de alguns países nos dez últimos anos, entre eles o Brasil, mas faz um alerta: "Ainda que sejam evidentes os avanços no desenvolvimento humano e na diminuição da pobreza em diversos países da região, os valores agregados escondem importantes desigualdade".
Os dados apontam ainda que as mulheres e as populações indígenas e afrodescendente são os mais prejudicados pela desigualdade social na América Latina e Caribe.
No Brasil, por exemplo, apenas 5,1% dos descendentes de europeus vivem com menos de 1 dólar por dia. O porcentual sobe para 10,6% em relação a índios e afros. Mais uma vez, o PNUD lembra que os acessos a infraestrutura, saúde e educação poderiam alterar esse cenário.
Propostas. O estudo da ONU defende que é possível romper o círculo vicioso da desigualdade. Para isso, são necessárias políticas que combatam a pobreza de forma estratégica "A desigualdade é um obstáculo para o avanço no desenvolvimento humano, e sua redução deve incorporar-se explicitamente na agenda pública", diz o documento.