terça-feira, 26 de março de 2013

A SECA CASTIGA O SERTÃO, MAS É POSSÍVEL COLHER FRUTOS SE IRRIGAR A TERRA

Em um dos municípios com pior IDH do Brasil, um trabalho social mostra que é possível conviver com Semiárido e produzir frutos em meio a seca.
A Colheita de melancias realizada dia 22 e 23 de março de 2013 foi mais um prova de que é possível conviver com a estiagem no Semiárido,  o que falta é apoio e recursos aos pequenos agricultores. Muitos deles buscam linhas de crédito e esbarram na burocracia...
A safra de melancia produzida por moradores do Sitio Baixas que receberam da ONG Pão é Vida suporte para produzir através da água e insumos necessários, ainda é vendida aos atravessadores, por falta de um caminhão próprio para transportar a colheita
O preço obtido dessa vez foi 0,20 o quilo, muito baixo, tendo em vista o preço de mercado, quando esse produto chega ao consumidor final com um custo entre 0.90 e 1,20 o quilo. 
Ao fundo é possível ver o reservatório construído para distribuir água para lavouras.
Davi Chaves levou seu pai Raimundo, que atualmente reside em Santa Catarina para conhecer o projeto de irrigação. Raimundo (que durante muitos anos de sua vida realizou um belo trabalho missionário no Nordeste Brasileiro) veio ao Nordeste visitar os filhos e netos, Davi que é um parceiro da instituição há anos, é um dos filhos dele, e ao saber da vinda do pai se programou para fazer uma visita ao Sertão, para que ele conhecesse os projetos realizados pela ONG Pão é Vida e parceiros no Sertão. Juntos eles visitaram famílias na Baixa Grande e participaram da alegria das pessoas durante a colheita.
Somos gratos pela possibilidade de ver famílias colhendo o fruto de seu trabalho e podendo para adquirir alimentos de primeira necessidade. 
A maioria dos sertanejos não estão colhendo nada com essa seca que se prolonga. Muitos perderam todos os seus seus animais... A seca que assola o Sertão Nordestino já dizimou com 30% dos rebanhos do RN e 40% dos rebanhos da Paraíba. Em Pernambuco mais de meio milhão de animais já morreram por causa da estiagem.
A ideia de combate a seca é considerada por muitos teóricos, como ultrapassada porque o se concluiu após vários estudos, que a estiagens sempre ocorrem e por isso, é preciso conviver com o clima Semiárido, desenvolvendo projetos que possibilitem o melhor aproveitamento e distribuição da água, perfurando poços para irrigação, construindo barragens e etc...
No Nordeste, política de convivência com o semiárido substitui combate à seca
O semiárido brasileiro enfrenta a pior seca dos últimos 40 anos, e os sertanejos ainda continuam sofrendo com a estiagem. Sociedade civil e governo federal investem agora em políticas de convivência com o semiárido.
Trata-se da 72ª grande estiagem registrada em mais de 500 anos de história, segundo dados da Articulação pelo Semiárido (ASA), rede formada por mais de 750 organizações da sociedade civil, que atuam na gestão e no desenvolvimento de políticas de convivência com a região semiárida.
No entanto, até bem pouco tempo, em vez de disseminar políticas de "convivência com o semiárido", o governo federal empreendia o "combate à seca" – e isso desde que o imperador Dom Pedro 2° autorizou a construção do açude do Cedro, uma das primeiras grandes obras públicas de combate à estiagem, em 1880, passando pela fundação do atual Departamento Nacional de Obras contra a Seca (Dnocs), em 1909, e, na segunda metade do século 20, da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e outros órgãos.
http://noticias.terra.com.br/no-nordeste-politica-de-convivencia-com-o-semiarido-substitui-combate-a-seca,0b72448f242bb310VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html

A seca do Semi-árido tem sido discutido ha muito tempo, pois este problema vem sendo um elemento que mais traz consequências nas vidas dos agricultores, como por exemplo a falta de água para plantar e consequentemente carência de comida, contudo os planos de ação ao combate a seca que não tiveram resultados positivos (POCHMANN apud PONTES; MACHADO, 2012)
No mapa em vermelho a localização da Base Operacional da ONG Pão é Vida onde está  funcionando o  projeto de irrigação.


  COMUNICADO IMPORTANTE

Muitas ONGs firmam parceria com centrais de telemarketing de onde operadores ligam insistentemente solicitando doações. Não temos nada contra essa política institucional, por isso, comunicamos aos parceiros e voluntários que não utilizamos essa política de levantamento de fundos.
Se alguém ligar pra você em nome da ONG Pão é Vida solicitando dinheiro ou dizendo que um mensageiro passará em sua residência para receber, deslique e  entre em contato conosco imediatamente: TIM (81) 9752 0140 ou 9278 9315 (CLARO). Email: paoevida@paoevida.org
Desde a sua fundação a ONG possui sua conta corrente, onde pode ser depositada qualquer contribuição para nos ajudar com as ações e projetos.
BANCO DO BRASIL - AGÊNCIA: 0361-1 CONTA CORRENTE: 15.422-9  - Associação Pão é Vida - CNPJ: 08.316521/0001-64 - Twitter é http://twitter.com/#!/ongpaoevida


               Dilma promete recompor rebanhos perdidos com a seca
A presidente destacou as medidas que vêm sendo tomadas para o combate à seca. "Não temos como impedir que a seca ocorra, mas temos como impedir que nos atinja", disse. Dilma listou os programas Garantia Safra e Bolsa Estiagem, a contratação de carros-pipa pelo Exército e a compra de milho subsidiado como algumas das ações emergenciais. Disse ainda que os programas Bolsa Família e 'Minha Casa, Minha Vida' também ajudam os habitantes da região.
Dilma afirmou que vai começar a preparar agora um programa para garantir melhorias de vida após a seca. Citou como exemplo a recomposição do rebanho. "É um programa de retomada. Quando a seca passar, não basta chover, vai ter de recuperar rebanho, bode, cabra, bovino, galinhas. O governo federal está atento a isso. Não posso recuperar quando tem seca, porque vai morrer outra vez, quero assegurar ao pequeno produtor que teve cabrinha morta, seu boizinho, que o governo federal vai recompor isso", disse. A presidente afirmou ainda que serão distribuídas sementes desenvolvidas pela Embrapa e que será providenciada a construção de silos {...}


terça-feira, 12 de março de 2013

ONG PÃO É VIDA CONTINUA PROMOVENDO INCLUSÃO SOCIAL

O primeiro dia de aulas na ONG Pão é Vida temporada 2013 ocorreu dia 23 de fevereiro, o primeiro curso a se iniciar foi o de inglês, cujo  professor é Suitberto. 
A turma é composta de 33 alunos que aos sábados a tarde dedicam tempo para aprender um novo idioma.
Em Março iniciamos os cursos de costura e informática básica, 18 alunos foram inscritos.

Os cursos da ONG Pão é Vida são ministrados por profissionais voluntários qualificados e são gratuitos para todos os alunos.
Nessa etapa nos cursos de costura e informática temos a Ana Maria e a Patricia Andreia, que tem estado ao nosso lado nos últimos 4 anos.
Patrícia com seus alunos na 1ª aula de informática do ano de 2013

Há 4 anos diferentes cursos e oficinas com objetivo de gerar renda e promover autonomia dos sujeitos, têm sido oferecidas pela ONG Pão é Vida e seus parceiros.
Em novembro de 2011 aconteceu a formatura da turma do curso de cabeleireiro, dos 15 alunos, 5 montaram seus salões de beleza, outros estão prestando serviços em salões de Santa Cruz do Capibaribe.
Louvamos a Deus pelas parcerias que tornaram possível esses projetos: a PIB de Santa Cruz, proprietária do imóvel que utilizamos para os cursos, (temporariamente é a nossa Base operacional aqui no Agreste de Pernambuco), e a Rota do Mar, empresa que cedeu máquinas de costura e computadores para realização dos cursos e também realiza a manutenção em ambos quando se faz necessário.
Ana Maria com seus alunos da Turma de costura industrial.

sábado, 2 de março de 2013

ONG PÃO É VIDA RECEBE EQUIPE DE GAÚCHOS NO NORDESTE

Dia 18 de fevereiro de 2013 uma equipe de jovens da IBF de Canoas, no Rio grande do Sul foi recebida no Nordeste brasileiro pela ONG Pão é Vida. A equipe veio para ficar por 10 dias e durante esse período realizaram atividades em diversos locais do Agreste e do Sertão. 
Sítio Kizanga, Malhada de pedra, Vertente do Lério, (no distrito de Tambor e Chã do Pavão), sítios: Baixa Grande e Baixas, em Inajá foram locais alcançados com as atividades.
Uma peça de teatro foi apresentada em cada comunidade, histórias bíblicas, exibição de filmes em telão, doação de bíblias e de alimentos foram algumas das ações realizadas pela equipe.
Em Malhada de Pedra recebemos o apoio do NIldo e da irmã Marizete, (amigos do Davi) são pessoas muito queridas,  receberam o pessoal com muita alegria.

No sítio Kizanga no Sertão do Moxotó foi o local onde tivemos maior número de pessoas assistindo ao filme e a peça teatral, mais de 220 pessoas estavam presentes. Foi emocionante vê-los chegar de diversas maneiras, uns a pé, outros de moto, de cavalo ou jegue, de fato que todos os moradores se mobilizaram para ver o cinema na comunidade.
O primeiro contato de casal fundador da ONG com a IBF de Canoas se deu no ano de 2003 quando Ronaldo e Joana estudavam Missiologia no RS participaram do projeto Canoas cidade Livree também por ocasião do casamento do Joel, (amigo e irmão) com a Vera.
Em 2012 após uma ministração do casal na igreja nasceu no coração do membros a Ideia de promover a viagem ao Nordeste para dar um suporte ao trabalho do casal. A ONG Pão é Vida agradece a toda equipe e o apoio recebido pelos parceiros que apoiaram essa iniciativa.
Cerca de 500 pessoas participaram das atividades nos diferentes locais por onde as ações foram realizadas. 
Todas as atividades da ONG Pão é Vida são realizadas gratuitamente nas comunidades!
Visitando famílias mais isoladas para doação de alimentos, porque a seca continua castigando essa região.
Os fantoches fizeram alegria da criançada em Chã do Pavão, distrito de Vertente do Lério.

Após 10 dias de sol e muito calor pelas estradas empoeiradas do Agreste e do Sertão, a equipe teve um surpresa, quando foi informada que haviam sido convidados para uma manhã de lazer no clube da empresa Rota do Mar.
Parte da equipe na piscina do clube da Rota do Mar, enquanto o Ronaldo Henzel assava uma carne para o almoço dos seus conterrâneos.